A pedido de meus fãs, estou re-postando o início das aventuras no mundo do mago Ehrry-Pê. Já aviso que em breve, muito breve, isso se tornará uma série de sucesso internacional, que deixará o Senhor dos Anéis e Harry Potter na rabeira. O Tomo da Perfeição é apenas o primeiro livro dessa fantástica série (já tirem o número e fiquem na fila da livraria mais próxima, por favor)...só por favor, não me assediem em busca de autógrafos, se quiserem alguma informação meu secretário Otavio Cesar estará mais que disposto a ajudá-los pelo telefone: 3333-MARI.
M.L.Ferrer
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O Tomo da PerfeiçãoPrólogoMarin A. sentou-se sobre um pedra para descansar. Já fazia horas que estava procurando alguma pista sobre sua próxima missão, uma que envolvia o temido mago Ehrry-pê. Não que ela quisesse ter qualquer coisa a ver com isso, mas não tinha escolha; fora ameaçada...uma ameaça particularmente assustadora, na qual ela se concentrava toda a vez que cogitava abandonar a missão.
Leyla-Tho, uma emissária de Ehrry-pê, havia lhe dado duas semanas para cumprir a tal tarefa, que consistia em colhecionar todos os pergaminhos que o mago perdera quando lhe roubaram o seu Tomo da Perfeição. Estes pergaminhos continham informações improtantíssimas sobre a conduta de Ehrry-pê e de todos os que pertenciam à sua ordem, a Ordem de Ehrry-pê (não, ele não era um mago narcisista...nem um pouco!). Obviamente que durante a primeira semana, Marin A. ficou gastando o dinheiro do adiantamento que recebera para beber Cevus e jogar Tru-kyo. Tru-kyo era um vício, constantemente reanimado pelos donos da taverna, uns gêmeos estranhos chamados Maxus e Manus, e por outros companheiros como a a clériga neófita Alin Ved-Ana, o pistoleiro-pirotécnico Ismus...até mesmo a filha do prefeito, Natys Leau costumava a freqüentar o local. Além daquela aprendiz de cartomante, Pianca, que lhe aconselhara a aceitar e missão por meio das cartas...
De qualquer forma, estava perdida. O primeiro pergaminho que levara para Leyla-Tho, no inicio da semana, não lhe causou mais que humilhação - "só isso?", penguntou a...sei-lá-o-que do Ehrry-pê. A puxa saco dele, que toda vez que ia contar o que era para ser feito se desmanchava em elogios ao onipotente, onisciente, onipresente mago. Ohhh...nada disso impressionava Marin A., mas ela fingia que sim só pelo bem do mise-en-scène. E para receber o pagamento, claro.
Ainda tinha dois perguaminhos para achar...Alin Ved-Ana lhe dera algumas pistas de onde encontrá-los; aparentemente havia uma biblioteca nos arredores da cidade de Porthal chamada "Porthal de RPeus" que continha várias informações sobre...tudo. Sim, lá é que deveria iniciar sua busca. Mas...francamente, já visitara Porthal antes, tanto a cidade quanto a biblioteca, e se aborrecera até a morte! Teria de ficar horas e horas procurando por alguma informação que prestasse...ah, que preguiça espiritual de fazer isso.
Por que aceitara o trabalho? Por quê? POR QUÊ? Nem um barril de cevus vale o sofrimento. "Eu fui forçada, forçada..." disse para si mesma, embora isso não trouxesse nenhum conforto.
Estava lamentando a desgraça que atingira sua vida ("...e ainda depois tenho que fazer o trabalho daquele sumo-sacerdote Miu-Mann...francamente, quem se presta a adorar o Deus Semiothys? Só aquele pirado mesmo...") quando um rosto familiar a encontrou na floresta. Era Renatus T. Xeira, o necromante!
"Marin A.! Quanto tempo...para onde vais?"
"Humph! Para Porthal." resmungou ela.
"Ora...também? É para lá que vou agora!"
"Sério? Pra quê?"
Renatus fez uma cara irritada. "Missão daquele verme, Ehrry-pê. Minha esposa, Lari-Sa disse que era bom eu aceitar...o pagamento é alto. Além disso, os necromantes estão em baixa...ninguém mais quer saber dos mortos. Malditos!".
Marin A. ficou chocada. Renatus também? Quantos mais haviam sido contratados?
"Parece que é uma missão importante", disse ela, olhando para estrada que ia à Porthal.
"Sim", disse Renatus. "Ninguém sabe qual a importância destes pergaminhos, mas Ehrry-pê os quer de qualquer maneira. Verme!"
Marin A. levantou-se. Ora, então a coisa era importante. Finalmente aquela missão ganhara um aspecto mais aventureiro, e quem sabe podia ser até divertida. Reiniciou sua jornada, com a companhia de Renatus, rumo a Porthal.
Continua...será?